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Carlos Chavez (1899-1978)

Carlos Antonio de Padua Chávez y Ramírez  nasceu em 13 de Junho de 1899 e foi compositor, regente, teórico, educador, jornalista e fundador e diretor da Orquestra Sinfônica Mexicana. Foi fortemente influenciado pela cultura nativa mexicana. De suas seis sinfonias, a segunda, ou Sinfonía índia, usa um instrumento de percussão nativo, o Yaqui, e é provavelmente a mais popular.

O sétimo filho de uma família crioula, Chávez nasceu na Cidade do México, perto do subúrbio de Popotla. Seu avô paterno, José María Chávez Alonso, foi governador do estado de Aguascalientes e foi executado a mando do Emperador Maximiliano em 1864. Seu pai, Augustín Chávez, morreu quando o futuro compositor tinha apenas três anos de idade. Teve suas primeiras lições de piano com seu irmão Manuel, e posteriormente foi ensinado por Asunción Parra, Manuel Ponce e Pedro Luis Ozagón e harmonia por Juan Fuentes. Sua família frequentemente passava períodos de férias em Tlaxcala, Michoacán, Guanajuato, Oaxaca, e em outros lugares em que a cultura indígena Mexicana eram muito fortes.

Em 1916, Chávez e amigos criaram um jornal cultural, Gladios, e isso o levou a se juntar ao corpo de funcionários do jornal El Universal em 1924. Nos 36 anos seguintes e escreveria mais de quinhentos artigos para este jornal.

Após a Revolução Mexicana e o estabelecimento do presidente eleito democraticamente, Álvaro Obregón, Chavez se tornou um dos primeiros expoentes da música Nacionalista mexicana com os balés em temas Astecas.

Em setembro de 1922, Chávez casou com Otilia Ortiz e foram em sua lua de mel à Europa. De outubro de 1922 até abril de 1923, passando duas semanas em Vienna, cinco meses em Berlin e oito ou dez dias em Paris. Durante a última visita ele conheceu Paul Dukas. Alguns meses depois em dezembro de 1923, Chávez visitou os Estados Unidos pela primeira vez, retornando em Março de 1924. Novamente foi para Nova York em setembro de 1926 e permaneceu até junho de 1928. Após seu retorno ao México, Chávez se tornou diretor da Orquestra Sinfônica Mexicana, primeira orquestra permanente do país.

Em dezembro de 1928, foi nomeado diretor do Conservatório Nacional de Música, posição que exerceu ao todo por cinco anos. Nessa posição, Chávez encabeçou três academias de investigação, duas para coletar e catalogar música indígena e a terceira para estudar o uso de escalas antigas e novas.

Em 1937, Chávez publicou um livro, Em direção a Nova Música, o qual é um dos primeiros livros no qual um compositor escreve sobre música eletrônica. Em 1938, ele regeu uma série de concertos com a NBC Symphony Orchestra, durante um período de ausência do regente titular, Arturo Toscanini. Em 1940 ele produziu concertos no Museu de Arte Moderna de Nova York.

De janeiro de 1947 até 1952, serviu como diretor geral do Instituto Nacional de Finas Artes. Em seu primeiro ano, Chávez formou a Orquestra Sinfônica Nacional. Durante todo esse período realizou diversas viagens em concerto mantendo sempre sua agenda lotada.

Em maio de 1953 ele foi comissionado por Lincoln Kirstein, diretor de Centro de Música e Drama de Nova York para produzir uma Ópera de Três atos com o libretto de Chester Kallman baseada na história de Boccaccio. Com intenção inicial de ser concluída em agosto de 1954, foi adiada para Abril de 1955, mas apenas terminada em 1956. A ópera recebeu o título de Panfilo e Lauretta e estreou no Brander Matthews Theatre na Universidade de Columbia em Nova York em 9 de Maio de 1957. Essa ópera seria revisada duas vezes e mudaria o título para Los visitantes, para produções em 1968 e 1973. Foi professor na Harvard University entre os anos de 1958 e 1958, e as palestras públicas foram publicadas como um livro, Pensamento Musical.

De 1970 a 1973, Carlos Chávez serviu como diretor musical do Festival de Música Contemporânea Cabrillo. Sua composição orquestral Descoberta (1969) foi previamente encomendada e estreada no mesmo festival.

Problemas de saúde e financeiros o forçaram a vender sua casa próximo a Cidade do México e se mudar com sua filha para Coyoacán, nas margens da capital mexicana, onde morreu em 2 de agosto de 1978.

 

Partitura

Gravações

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